ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 18/11/2021

Na série de comédia “Todo mundo odeia o Chris”, é retratada de forma sutil,  as desigualdades raciais enfrentadas por uma família negra, e sobre como é ser preto em um círculo social, mormente de pessoas brancas. Analogamente, a sociedade brasileira atual apresenta semelhanças com a obra, visto que ainda é possível visualizar a negligência presente na questão da discriminação social com determinados grupos e minorias, em especial, pessoas negras que sofrem com o racismo. Desta forma, observa-se que o combate para erradicar o preconceito reflete um cenário desafiador, seja em virtude da má gestão do Estado, seja pela base educacional lacunar.

Convém ressaltar, a princípio, que a ineficiência estatal contribui para esse cenário. Sob esse viés, a Constituição federal de 88 prevê em seu Art. 5 que o Estado é responsável por garantir os direitos iguais, individuais e coletivos ao eixo social perante a lei. Entretanto, isso não ocorre de forma adequada no Brasil. Esse panorama pode ser comprovado a partir dos dados disponibilizados pelo Instituto Locomotiva, os quais afirmam que 56% dos trabalhadores brasileiros dizem ter pouca ou nenhuma diversidade de raça/cor na empresa em que trabalham. Por conseguinte, essas informações expõem a realidade de uma parcela da sociedade que é excludente, racista, e empresas que carecem de políticas que visem a representatividade nos espaços coletivos. Logo, é substancial a reformação dessa postura estatal incabível e deletéria.

Ademais, há a questão da falta de acesso a informação e ensino adequado. Logo, para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Desse modo, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange o combate ao racismo, percebe-se forte influência dessa causa, uma vez que, a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas atividades com foco na redução do preconceito e que foquem na importância da inclusã. Destarte, é imperioso que tal camada societária análise tais tradições que motivam a conjuntura nociva e desfavorável atual.

Entende-se, portanto que medidas devem ser tomadas a fim de mitigar essa problemática. Posto isso, o Estado deve, por meio de um amplo debate com a sociedade civil, lançar um Plano Nacional de  Promoção da Igualdade Social, a fim de trazer mais seriedade e informações a respeito do assunto à população e aperfeiçoar as políticas públicas. Dessa forma, as modificações aprimorarão as relações sociais do século XXI para uma sociedade desenvolvida e longe do preconceito.