ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 17/01/2022

O conto “A escrava”, escrito por Maria Firmina dos Reis, conta a história da escrava Joana que busca salvar a vida dela e de seu filho que estão sendo perseguidos pelo senhor escravocrata Tavares, até que,ela consegue receber ajuda de uma senhora branca abolicionista que acredita em igualdade racial e a preservação da dignidade humana. Estes dois princípios são constantemente feridos no Brasil, devido ao racismo, um resquício do antigo sistema escravista, que deve ser combatido.

Consonante a isso, vale destacar o valor(ou falta deste) do negro no Período Colonial, visto que por causa da escravidão a população afro-brasileira era tratada como mercadoria e obrigada a fazer trabalhos degradantes à dignidade humana. Após a abolição da escravatura, em 1888, ainda assim pessoas negras não têm as mesma oportunidades de trabalho que indivíduos brancos, pois, de acordo com uma pesquisa do G1 de 2020, menos de 5% dos trabalhadores negros têm cargos de gerência.

Além disso, os padrões de beleza são predominantemente dominados pela cultura branca, transmitindo a ideia que traços negroides não considerados “bonitos”.Esta ideia é reforçada pelo fato que mulheres negras não têm a mesma visibilidade que as brancas na indústria da moda e em capas de revista, como a Vogue, que, apesar de ter sido criada em 1892, mostrou a primeira mulher negra em 1974, a modelo Beverly.

Diante do exposto, percebe-se que o racismo encontra-se enraizado em vários âmbitos da sociedade.Logo, cabe ao Governo Federal através do Ministério do Trabalho e Previdência fornecer incentivos fiscais às empresas que promovam a igualdade racial em suas contratações, afim de aumentar o números de pessoas negras em cargos de diretoria. Outrossim, é essencial que empresas de estética e publicidade incluam mulheres negras nas gestões de campanhas e propagandas para promover a representatividade racial. Dessa maneira, é possivel combater o racismo e romper um ciclo de opressão do homem contra o próprio homem, assim como fez a senhora abolicionista de “A escrava”.