ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/01/2022

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Porém, tal postura não é verificada na questão do combate a sensação de superioridade racial, visto que ainda há discriminação com pessoas de cor. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a elitização e o legado histórico.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a disparidade social presente na questão. Segundo Baudrillard, o progresso tem relação direta com a manutenção da desigualdade social. Tal relação é de fato percebida na forma como lida-se com a separação racial, uma vez que a elite da sociedade brasileira tende a ditar e taxar pessoas consideradas diferentes, reduzindo elas socialmente, dificultando a integração na sociedade brasileira. Logo, é substancial uma alteração nesse quadro, por meio da diminuição desse abismo social.

Além disso, outro fator influenciador é a herança histórica. Para Djamila Ribeiro, “é danoso que as pessoas não conheçam a história dos povos que as construíram”. No entanto, tal desconhecimento é uma realidade quanto ao racismo, já que a história dos povos afros, são representadas de maneira superficial, seja nos livros, que expõe historicamente de forma tendenciosa incluindo a parte abolicionista, ou nas dramaturgias das televisões no Brasil, que apenas comprovam a desigualdade racial, que a história deixou no povo brasileiro. Assim, é preciso reconhecer essa influência do passado para que o impasse seja superado.

Portanto, tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para grupos excluídos, a fim de reverter a elitização que se instala na discriminação racial. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre o legado histórico presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.