ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 23/02/2022

A revoltante morte de George Floyd, cidadão negro dos EUA, por um policial branco gerou uma série de manifestações antirracistas ao redor do mundo. Em razão dessa repercussão, tal revolta chegou ao Brasil, país fortemente marcado pelo racismo, o qual aflige e desmoraliza toda a comunidade afrodescendente. Como causas desse lamentável fenômeno, apresentam-se as suas raízes históricas e a ineficácia da educação em combatê-lo.

Em primeiro análise, discutem-se as origens históricas do problema. Essa discussão se justifica pelos séculos de escravidão vividos no país brasileiro, que enraizaram a visão de inferioridade dos negros na sociedade. Com o fito de forta-lecer essa lógica, traz-se a referência à “Lei Áurea”, responsável por oficializar a abolição da escravatura, mas que, ao mesmo tempo, não buscou assegurar auxílio aos ex- escravos, os quais terminaram sofrendo dura marginalização social. Assim, conclui-se que a persistência dos ideais racistas na contemporaneidade eclode da ausência histórica de ações para suprimir a opressão racial e a segregação dos escravos libertos.

Em segundo análise, relaciona-se o atual preconceito racial à ineficaz intervenção educativa. Isso porque a educação é o principal meio de embate ao preconceito, por ser encarregada de agregar valores morais aos jovens em forma-ção. Para reforçar a importância dessa no processo em questão, cita-se a filosofia de Kant, a qual define o homem como produto de seu desenvolvimento educacio-nal. Então, infere-se que, com falhas e defeitos na tarefa de incorporar as concep-ções éticas, essa crucial função é impossibilitada de ser exercida, permitindo a ascendência de indivíduos com índole contestável, os quais são, potencialmente, promotores da injúria racial.

Portanto, levando em consideração as relações entre o racismo contempo-râneo, seus princípios históricos e o improdutivo enfrentamento desse pela educa-ção moral, faz-se necessária uma intervenção. Sendo assim, o Estado deve, por me-io da mídia, expor ações que confrontam a marginalização dos negros, com propa-gandas de valorização da identidade desse grupo, para que seja diminuta a violên-cia racial na sociedade.