ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 27/02/2022
Consoante Martin Luther King Júnior, “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. A declaração do ativista político estadunidense possibilita uma reflexão acerca dos caminhos para combater o racismo estrutural no Brasil. Nesse contexto, tal problemática advém de um passado escravocrata, culminando numa escassa presença de pessoas negras em espaços de poder.
Em primeira análise, cumpre salientar que a escravização de africanos em território nacional constituiu um dos pilares para o estabelecimento do racismo estrutural. Sob essa perspectiva, nota-se que a exploração do trabalho desse contingente populacional fomentou o enraizamento de comportamentos preconceituosos no corpo social. Segundo o físico alemão Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nesse sentido, as atitudes discriminatórias praticadas pelas camadas sociais opressoras contribuíram para a permanência de grande maioria da população negra num “status” desprivilegiado.
Consequentemente, é evidente a carência de afrodescendentes em posições de liderança. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, menos de um terço dos cargos gerenciais do país eram ocupados por pretos ou pardos. Sob esse viés, observa-se que tais dados refletem a postura omissa do Estado na promoção de medidas efetivas de integração dos negros após a Abolição. Dessa forma, a ausência de políticas assistencialistas eficazes dificultou a ascensão social desses indivíduos.
Depreende-se, portanto, que o racismo estrutural possui raízes históricas e acarreta numa baixa expressividade de negros em posições de poder. Urge, então, que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação - órgão responsável por todo o sistema educacional do país -, promova a ampla discussão sobre o tema em palestras e debates nas instituições de ensino nacionais, a fim de instruir os estudantes acerca da importância do respeito, da tolerância e de relações igualitárias para o progresso social. Ademais, é mister o endurecimento das penas para atos racistas, bem como o estabelecimento de maiores cotas para afrodescendentes em cargos de gerência em empresas. Dessarte, essa mazela poderá ser amenizada em terras tupiniquins.