ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 28/03/2022

Na música “Faroeste Caboclo” da banda de rock brasileira “Legião Urbana”, é retratada a vida e morte do personagem João de Santo Cristo. Ele, um jovem preto e pobre, é alvo de discriminação por conta de sua classe, sua raça e sua cor como enfatiza Renato Russo (compositor da canção) nos versos da obra. É evidente que a realidade de Santo Cristo é presente no cotidiano da sociedade, e que o racismo continua estruturado deixando cicatrizes eternas no território nacional.

Em primeiro lugar, pode-se destacar o período da Segunda Guerra Mundial, ocorrido no século XX, onde o ditador alemão Adolf Hitler tinha como intuito a exterminação de todos aqueles que não eram considerados da raça ariana - conceito de superioridade germânica em que brancos, heterossexuais, cristãos não judaicos e europeus seriam mais evoluídos em relação aos outros povos. O racismo e o preconceito contra a comunidade negra foi ainda maior, não somente na Alemanha, mas em toda a área de influência do país. Crimes de ódio como agressão física e verbal eram vistos com naturalidade, já que esses não seriam puros e tão pouco prósperos.

Em segundo lugar, percebe-se no território brasileiro uma grande herança étnica, fruto de uma miscigenação forçada durante as épocas de Brasil Colônia e Brasil Império, que continua presente até hoje na sociedade. Consequentemente, não observa-se união entre a população, e o preconceito racial resiste. Julgamentos e violência são marcos cotidianos na vida da comunidade preta, que muitas vezes perdem oportunidades por conta de sua cor de pele. É um pensamento retrógrado e destruidor de vidas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. A divulgação das penalidades proferidas àqueles que cometem o racismo serão necessárias para mostrar que o que é crime não passará em vão. O apoio munipal em relação a resistência negra é fundamental para a criação de crônicas publicadas em jornais, por exemplo, onde a população poderá falar abertamente sobre as vivências de um cidadão vítima do preconceito. Somente assim, e com o apoio da população, será construído um país com redução no repúdio racial.