ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/05/2022
O filme “12 anos de escravidão” vencedor do Oscar de melhor filme, retrata a escravização de pessoas negras. Mesmo após mais de um século da abolição da escravatura, a população negra ainda sofre com esse preconceito enraizado, que se mostra desde comportamentos e posturas racistas no dia a dia até a desigualdade financeira e crimes hediondos. Entender como o as “marcas” do racismo estrutural acontecem nas relações interpessoais é o caminho para superá-lo.
Estas “marcas” na sociedade são fruto de um Brasil de muito tempo atrás, onde o negro era tratado como mão de obra e não tinha direitos, esse cenário começou a mudar a partir da criação de leis de proteção a liberdade do negro no Brasil, porém, essas medidas foram, de certa forma, ineficazes, pois não garantiram melhorias na vida da população escravizada. A situação mudou quando foi sancionada a Lei Áurea, em 1888, abolindo a escravidão no Brasil todas as pessoas negras escravizadas.
Entretanto, mesmo após a Lei Áurea, o racismo continua presente na sociedade brasileira, em forma de agressões, falta de acesso à saúde, educação e direitos básicos, condições precárias de moradia, maior taxa de homícido de pessoas negras, salários mal pagos, etc. Por outro lado, a resistência contra a ideologia racista está crescendo cada vez mais, lutando contra esses costumes e pensamentos antiquados que devem ser exterminados. Graças a luta das pessoas o cenário brasileiro está cada dia evoluindo, para uma sociedade sem estigmas sociais e preconceitos, porém ainda há alguns problemas a serem resolvidos.
Em suma, chega-se a conclusão de que há obstáculos na luta contra o racismo, mas que, gradativamente, serão ultrapassados. Para isso, o Governo, deve promover políticas públicas de igualdade racial, disponibilizando cursos, cotas e oportunidades a pessoas moradoras de áreas periféricas. As escolas devem disponibilizar palestras de grande escala dando lugar de fala para as pessoas que sofrem e precisam. Outra contribuição educacional é a inserção do estudo aprofundado da cultura afro-brasileira nas grades escolares.