ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/05/2022

No seriado “Todo mundo odeia o Chris”, Chris é o único menino negro em sua escola. Apesar de ser o principal alvo dos valentões, ele consegue fazer amizades, mas também sofre discriminação por ser o único com sua cor de pele. Fora das telas, o racismo é uma realidade no Brasil, onde milhares de pessoas são vítimas desse preconceito e por isso esse problema deve ser resolvido.

O Brasil abriga a maior população negra fora da África. Eles representam, de acordo com o censo do IBGE de 2014, 53,6% da população brasileira. Entretanto, essa maioria torna-se minoria à medida que sofrem com a exclusão e com o racismo.

O negro, no Brasil, passa por racismo a muitos séculos. A escravidão negra ocorreu por aproximadamente 300 anos e, mesmo após suposta promessa de liberdade com a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no território nacional em 1888, os negros não receberam amparo, foram descartados literalmente à margem da sociedade, sendo obrigados a ficar nas periferias e estabelecer as primeiras favelas. O quadro do século XIX não mudou pro séc. XXI, de acordo com o livro Um País Chamado Favela, de Renato Meirelles e Celso Athayde, de 2014, 72% dos moradores de favelas se autodeclara negros ou pardos. Morar em periferia já mostra a baixa condição socioeconômica de uma família, mas também significa medo,a Polícia Militar é um dos órgãos que mais mata pessoas negras no mundo. Não é difícil ver notícias em que um PM mata, principalmente, um jovem negro.

Para mudar essa situação poderiam aumentar os números de campanha, ter mais comercias contra o preconceito racial, as punições para quem pratica o racismo deveriam ser mais rigorosas. É preciso que o governo tome providências para que as criança nas escolas aprendam a verdadeira razão entre as diferenças de cores. É através da Educação que o racismo poderá ser abolido. E como diz Bob Marley: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.