ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 18/07/2022

Ao afirmar, em sua célebre canção: “O Tempo Não Para”, o grande poeta e

compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o

passado. De fato, ele estava certo, pois o racismo não é um raro, ele se oriunda

desde a escravidão estando presente até os dias atuais, reprimindo as vítimas

apenas por sua origem. Na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem,

seja pela falha governamental ou seja pelo preconceito estrutural.

Em primeiro lugar, é possível refletir através da obra do escritor Gilberto

Dimenstein: “O Cidadão de Papel”, a crítica ao sistema de leis no Brasil, o qual tem

uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a

crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto à dificuldade da

minoria de pertencer a uma sociedade desigual. Como visto na Lei Nº 7.716, de 5

de Janeiro, que promete punir os crimes resultantes de discriminação e preconceito por procedência racial, entretanto o governo não está cumprindo a sua responsabilidade necessária para a justiça das vítimas.

Ademais, a frase do escritor Oswald Sanders: “Olhos que olham são comuns,

olhos que veem são raros.” revela a cegueira da sociedade pós-moderna ciente das

problemáticas que a assolam, destarte do descaso social sofrido pelos intitulados

como inferiores diante do ponto de vista da soçaite. Decerto, as cicatrizes da

escravidão deixaram resquícios sociais, marginalizando os negros, deixando-os a

par da sociedade, tendo como consequência o desemprego, analfabetização e

taxas de mortalidade altíssimas. Desse modo, comprova-se a importância de uma

sociedade livre das amarras do preconceito estruturado.

Portanto, é dever do Estado cumprir as leis à risca, punindo os criminosos,

por meio do sistema judiciário brasileiro, assim assegurando a segureza e liberdade, dessa forma garantindo os direitos de um cidadão brasileiro. Também é

responsabilidade do corpo social incluir todos através de atividades socioculturais,

por intermédio do governo, unindo a população e integrando todas as raças e etnias na sociedade, assim exterminando o racismo e tornando o país igual e justo.