ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/07/2022

Durante a maior parte da existência do Brasil, foi-se usado no país a mão de obra de escravos africanos. Ainda hoje, no século 21, apesar de abolida a escravidão, os efeitos dessa barbárie podem ser percebidos quando se analisa as dificuldades do combate ao racismo no país. Nesse âmbito, é necessário que se analise o insuficiente ensino atual sobre a aceitação do diferente e a necessidade de políticas afirmativas a fim atenuar a desigualdade social entre etnias.

Em primeira análise, por ser uma sociedade com um passado escravagista, a mentalidade racista ainda se perpetua em muitos brasileiros. Nesse sentido, é importante ressaltar as ideias de Nelson Mandela de que ninguém nasce odiando outro por cor de pele, mas sim é ensinado a odiar, e que se essa pessoa pode aprender a odiar, pode também aprender a amar. Nessa perspectiva, é imperioso que a educação seja usada como ferramenta com o objetivo de coibir a proliferação de ideais preconceituosos.

Ademais, a promulgação da Lei Áurea não garantiu aos ex-escravos a condição material necessária para exercerem ativamente sua liberdade. Dessa forma, a população negra ficou sujeita a situações de vulnerabilidade socio-econômica que a deixou, em muitos casos, em posições de subalternidade. Apesar dos avanços, como as cotas raciais, ainda fazem-se necessárias mais ações afirmativas para atenuar esse problema histórico. Dessa forma, é mister o combate à desigualdade social racial para que a exista uma verdadeira igualdade racial no Brasil.

Sob esse prisma, fica evidenciada a necessidade de ações efetivas para resolver essa temática. Destarte, o Ministério da Educação, deve fazer com que as escolas ensinem mais sobre a importância do respeito às diferenças, através de alteração à base curricular nacional, para coibir a perpetuação do ensino do ódio e, dessa forma, moldar futuros cidadãos que não propaguem preconceitos raciais. Outrossim, o Ministério da Cidadania e dos Direitos Humanos deve reforçar as atuais políticas afirmativas, como as cotas raciais, para que se intensifique o acesso a oportunidades iguais. Dessa maneira, a sociedade brasileira estará mais próxima de finalmente superar os efeitos ainda existentes do período escravagista.