ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 17/08/2022
A Constituição de 1988 prevê o direito a igualdade racial como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, percebe-se que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, em razão do racismo ainda existente. Nesse sentido, emerge um grave problema em virtude da negligência governamental e da lenta mudança na mentalidade social.
Segundo o filósofo contratualista John Locke, é dever do Estado garantir que os cidadãos desfrutem de direitos intrínsecos. Diante disso, nota-se que devido ao descaso governamental as taxas de analfabetismo, criminalidade e mortalidade dos negros são as mais elevadas, representando o fracasso em integrar o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.
Ademais, vale ressaltar que a lenta mudança na mentalidade da sociedade também caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Logo, verifica-se que mais escandalosa que a ocorrência do racismo é o fato da população se habituar a essa realidade, em que o negro ainda é visto como animal de serviço e tratado com inferioridade no ambiente escolar, social e de trabalho.
Portanto, faz-se necessário buscar caminhos para combater o racismo no Brasil. Para que isso ocorra, cabe as instituições escolares promover discussões sobre a desigualdade e discriminação racial, explorando as raízes históricas, consequências e caminhos para combater tal problemática. Isso pode ser feito por meio de campanhas de conscientização, para pais e alunos, com a finalidade de transformar o modo de pensar e agir da sociedade.