ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 10/11/2022
Segundo a antropóloga Lilia Schwarcz, existe uma política de eufemismos no Brasil, ou seja, determinados problemas tendem a ser suavizados e não recebem a atenção necessária. Seguindo essa teoria, é válido destacar a ausência do combate ao racismo na sociedade como um dos empecilhos ignorados, visto que, devido à alienação populacional e à negligência estatal, o problema se perpetua na nação.
Primordialmente, é nítido que a escassez de informações sustenta a conservação de atitudes racistas no território tupiniquim. Isso porque está presente entre os brasileiros o “Paradoxo da Moral”, conceito criado pelo musicólogo Vladimir Jankélévitch para exemplificar a cegueira ética do homem moderno. Esse pensamento está relacionado à alienação populacional no Brasil, no qual os sujeitos sociais se calam diante das questões que prejudicam grupos menos favorecidos, desconsiderando a importância de determinados assuntos, como o racismo presente na sociedade, para o cumprimento dos direitos sociais. Assim, trazer essa pauta à discussão social é imprescindível.
Outrossim, é fulcral ressaltar a inoperância governamental como um agente do revés. Essa conjuntura decorre de que, assim como pontuou o economista Murray Rothbard, uma parcela dos governantes, ao se orientar por um viés individualista, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o direito ao respeito. Desse modo, devido à ausência de políticas públicas voltadas para proteger a população preta de atitudes racistas,criou-se um ambiente propício para a difamação de ações preconceituosas contra essa parcela negligenciada, dificultando a sua inserção na sociedade. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o racismo no Brasil.
Portanto, cabe aos veículos midiáticos, principais meios de difusão de informação, alertarem a população sobre essa problemática, por intermédio de campanhas de mobilização social, para que tal pauta seja discutida pela comunidade e receba a devida atenção dos governantes. Ademais, o Ministério Público, deve fiscalizar a aplicação dos poderes estatais, com a finalidade de reduzir as taxas de atitudes racistas no cenário brasileiro.