ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 07/06/2023

O conto “A negrinha”, de Monteiro Lobato, retrata a vida de uma menina de 7 anos que sofre nas mãos de uma senhora e, muitas vezes, passa por torturas horríveis simplesmente por ter uma cor de pele diferente. Fora da literatura, mais precisamente no Brasil, a realidade relacionada ao racismo se repete, cuja causa é histórica, porém suas consequências são perceptíveis até hoje. Logo, é vital conhecer sua causa e consequências para que caminhos sejam viabilizados.

Em primeiro lugar, o racismo construído ao longo da história brasileira é um catalisador da problemática. A esse respeito, até 1988, a escravidão era pautada na inferioridade do negro, porém, a partir da Lei Áurea, mesmo libertos, tal grupo ainda era percebido com menosprezo pelo restante da sociedade e isso se agravou quando foram instituídas Leis as quais proibiam essas pessoas de estudarem, trabalharem ou comprarem terras. Nesse sentido, percebe-se que, por meio desse desgastante processo histórico, a existência dessas rígidas Leis que impediram os negros de usufruir dos direitos básicos de todo ser humano provocou, atualmente, uma disparidade social entre os grupos em análise e o restante da sociedade. Assim, tal fato carece de medidas.

Consequentemente, a violência contra esses cidadãos aumenta exponencialmente. Sobre isso, em meados de 2020, nos Estados Unidos, ocorreu um grave ato de violência urbana entre dois policiais e um homem, chamado George Floyd, o qual foi acusado de roubo, não teve chance de comprovar sua inocência e, por fim, foi morto. Dessa forma, verifica-se que casos de violência como o supracitado são comuns pela existência do racismo construído ao longo dos anos, o qual faz com que negros se tornem alvos frequentes de violência urbana e não tenham chances de justificar sua inocência.

Portanto, depreende-se que os fatos supraditos carecem de medidas. Dessa maneira, os Ministérios da Educação e da Cidadania devem, em conjunto, promover um combate ao racismo vigente no Brasil por meio da semana escolar “somos todos iguais”. Em tal período, toda a comunidade estudantil terá acesso a palestras que evidenciem a construção dessa prática no decorrer da história, bem como suas consequências na vida de tantas pessoas, como George floyd, para que