ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 11/10/2023

O racismo é um problema que se instaurou na nação brasileira em seus primórdios- desde a chegada dos portugueses ao território latino-americano,

o preconceito racial foi estabelecido. Apesar da passagem do tempo, tal problemática persiste na sociedade contemporânea, afetando drasticamente a vida de diversos inocentes. Visto sob este viés, torna-se claro que medidas que

combatam tal dificuldade são necessárias para remediar a mazela, como a introdução de representantes de grupos minoritários na política e um foco naqueles afetados na mídia.

Em primeira análise, faz-se necessário analisar a importância da representação política de comunidades oprimidas pelo racismo. De acordo com uma apuração do Tribunal Superior Eleitoral, em 2022, cerca de 370 deputados brancos foram eleitos, em comparação, apenas 107 pardos e 27 pretos foram eleitos. A disparidade apresentada revela a falta de inclusão de minorias na política, tais quais são vítimas do racismo. Este déficit permite, então, que a causa racial seja ignorada e tratada com menos peso do que lhe é devido. Assim, é perceptível que a maior participação de membros minoritários na política é essencial para combater o preconceito.

Em segunda análise, configura-se de suma importância discorrer sobre a presença de indivíduos minoritários na cultura popular. Artistas como Mano Brown são notórios pela maneira como abordam e evidenciam as tensões raciais no Brasil. A presença de criativos como tal na mídia popular, serve para elucidar

a população sobre a luta constante em que as minorias se encontram. Desta maneira, é inexorável que haja maior representação destas na cultura popular.

Em suma, é necessário maior inclusão política e midiática das minorias no Brasil. Tais atos devem ser realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, órgão responsável pelas eleições, e pelo Ministério da Cultura, respectivamente. O primeiro deve utilizar de incentivos fiscais para motivar os partidos a adotarem membros minoritários, garantindo sua presença política. O segundo, por sua vez, deve usar de exposições, entrevistas e programas a fim de educar a população leiga às lutas raciais. Assim, cria-se uma população informada sobre a luta racial.