ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 24/04/2018
No decorrer do século XXI,no Brasil,alguns avanços ocorreram,visando a garantia dos direitos fundamentais e a integração das pessoas surdas na sociedade e escola,como a adoção da linguagem em libras como a segunda língua oficial do país,mas nota-se que ainda falta muito para a plena garantia aos direitos básicos de igualdade e educação especializada a tal população no país,bem como uma maior conscientização e incentivos ao restante da população com o intuito de fomentar a plena integração daquela minoria ao restante e romper o preconceito e a desinformação quanto aos portadores de tal condição.
Um dado alarmante que comprova o quanto ainda falta ao estado e a sociedade avançarem nais garantias de uma melhor educação especializada a referida população é uma queda na taxa de matrículas no ensino básico de deficientes auditivos entre os anos de 2011 e 2016 segundo pesquisa do INEP. Isso é resultado do corte de investimentos ocorridos no país durante a crise de 2013 e aos ajustes,o que agravou um problema que já era uma variável de grande impacto na redução de tal taxa: a carência de professores especializados em educação de surdos mudos,a falta de escolas com ambientes especiais para o acolhimento daqueles alunos e o baixo nível de interiorização de tais instituições adaptadas e professores capacitados.
A carência de recursos,políticas estatais e incentivos contribui ainda mais para dificultar o pleno direito de igualdade de oportunidades e proteção às minorias por parte do estado,como preconizava o iminente sociólogo Russel,na questão da educação surdo-muda
Faltam leis que estimulem esses alunos a prosseguirem na educação com a expectativa de uma posterior isenção no mercado de trabalho ,pois como divulgado por pesquisa do IBGE, poucas pessoas com surde trabalham em pequenas e médias empresas, o que evidencia uma lacuna com tal parcela do empresariado. Anão adoção da linguagem em libras nos currículos escolares de alunos não-surdos tabém contribui para o isolamento e preconceito.
Explanados todos esses desafios, cabe ao estado a adoção de leis, ações e medidas mais incisivas, como a adoção de ensino em libras aos alunos sem surdez, o que geraria maior integração, menos preconceito e estímulos aos deficientes auditivos a frequentarem a escola. Doravante, outra estratégia seriam leis de cotas para tais trabalhadores em pequenas e médias empresas e incentivos e parcerias com elas, como a redução de impostos caso ajudem em capacitação de professores para surdos, auxílios em tecnologias que ajudassem nesse tipo de ensino nos colégios e parcerias e incentivos fiscais na construção dessas no interior.