ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/04/2018
Segundo Émile Durkheim, a sociedade é um organismo vivo e, como tal, pode adoentar-se. Nesse viés, há, na atualidade, um sério comprometimento do corpo social que trata dos desafios impostos à formação educacional dos surdos no Brasil. Logo, a falta de métodos efetivos de ensino e a escassez de estrutura física convergem a um déficit que origina comprometimento psicológico, altos índices de evasão escolar, além de dificuldade em arrumar um emprego.
É inegável que os desafios para uma educação de qualidade aos surdos são inúmeras e extremamente negativos à formação individual, à inserção na sociedade e à participação no mercado de trabalho. Desse modo, destaca-se como um dos fatores a falta de métodos efetivos de ensino. Conforme pesquisas realizadas por sociólogos da USP, cerca de 60% das escolas ou universidades não possuem profissionais qualificados em libras e nem materiais adaptados. Outro desafio é a escassez de infraestrutura física, que acaba impedindo a implementação de recursos que garantam a educação (considerada inalienável desde 1988).
Em decorrência disso, as consequências são comprometedoras. Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) apontam que, aproximadamente, metade dos jovens largam escola ou faculdade por causa das dificuldades e exclusão enfrentadas. Além disso, há danos psicológicos, podendo desencadear quadros de depressão e ansiedade. Por fim, pesquisas afirmam que são baixos os índices de surdos que arrumam um emprego.
Em vista disso, cabe ao governo investir na reforma de salas, para posterior implementação de tecnologias e métodos válidos de ensino, além de ofertar cursos de libras gratuitos a todos os profissionais da educação. Ademais, convém à mídia divulgar em anúncios na TV, rádio e redes sociais, a importância das empresas contratarem surdos, tanto ao crescimento interno, como à inclusão social.