ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Na idade antiga, nas cidades como Esparta e Tebas, havia uma segregação socioespacial  dos deficientes, pois esses eram considerados pelos “normais” inviáveis como cidadãos, contudo,  mais de 10 séculos depois esse “apartheid” continua nas raízes da sociedade contemporânea de forma indireta e menos exposta graças aos direitos humanos de 1949, mas ainda prejudicial para os atingidos.

Perante a isso, a situação brasileira diante a problemática é representada pelo baixo nível de matriculas de surdos em escolas inclusivas-bilíngues- de acordo com dados do Inep e a dificuldade de integração ao mercado de trabalho para os mesmos. Esse impasse é reflexo da inércia social(preconceito) e a insipiente movimentação politica para resolução do mesmo.

Portanto, como causa do revés, há o preconceito instalado por uma parcela da população, o mesmo da idade antiga, que limita ou impossibilita a integração dos surdos nas engrenagens sociais, gerando assim um frágil contato pessoal, logo, minimizando o processo de aprimoramento moral e ético da quele, pois, como postulado pelo sociólogo Carl Marx: “Não é consciência do homem que determina o ser, mas ao contrario, o ser social que lhe determina a consciência”.

Salienta-se ainda, a insalubre administração do governo para construção de infraestruturas  propicias para os surdos nas instituições de ensino, pois a situação atual no Brasil são de escolas onde não há professores instruídos e materiais qualificados para os deficientes auditivos. Outrossim, as sinalizações no meio urbano não se apresenta de maneira ergonômica para os surdos, como muitas dos aspectos informacionais sento transmitidos ainda por meio do som.

Em suma, como resolução do impasse, o ministério da educação (MEC) deverá intitular normas e aplicar recursos para ampliação de escolas inclusivas com professores qualificados para ministrar aulas aos deficientes auditivos. E alem do mais, estimular o ensino da linguás de sinais brasileira (Libras) no ensino fundamental, garantindo uma maior convivência, logo, quebrando o preconceito, e estimulando o crescimento pessoal e profissional do mesmo. Também, o governo deve propor subsídios para empresas que contratem deficientes, aguçando a entrada do mesmo no mercado de trabalho.