ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/05/2018
Discutir sobre a formação educacional de surdos em um país como o Brasil - onde grande parte da população sofre com a falta de recursos para frequentar até mesmo uma escola pública e com as precárias condições de ensino na maioria das instituições - é, no mínimo, um contrassenso.
Embora no Brasil tenha sido sancionada a lei nº 13.146 que, nos artigos 27 e 28, assegura o direito à educação a todas as pessoas com deficiência, torna-se um desafio promover esta inclusão, pois muitas instituições de ensino não tem capacidade para receber estes alunos, já que exigem atenção especial e consequentemente a capacitação profissional dos professores. Nos últimos seis anos, segundo o INEP, o número de matrículas de surdos na educação básica e especia vêm decrescendo acentuadamente, tanto em escolas públicas como em escolas particulares.
A exclusão social de deficientes auditivos tem como razão, além do preconceito, a ausência de conhecimento a respeito da Língua Brasileira de Sinais (Libras) pela maioria dos brasileiros, gerando a falta de comunicação entre estas pessoas, que acaba influenciando na segregação, perceptível na quantidade de vagas oferecidas no mercado de trabalho, universidades e escolas, estimulando a desistência de frequentar qualquer um desses espaços. A educação é um valor extremamente importante como afirma o filósofo Immanuel Kant ao dizer que o ser humano é o que a educação faz dele.
Para solucionar, portanto, problemas relacionados a formação educacional de surdos no Brasil, é necessário a atuação do Ministério da Educação em parceria com o governo federal através da criação de uma lei que torne obrigatório o ensino de Libras como segunda língua oficial em todas as escolas do país, promovendo assim a inclusão e educação em todos os níveis de indivíduos com deficiência auditiva.