ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 02/11/2025

Segundo Paulo Freire, filósofo e pedagogo brasileiro, a educação é uma ferramenta de transformação social, capaz de libertar os indivíduos de situações difíceis e vulneráveis. Nesse sentido, percebe-se que a ausência de um ensino de qualidade para surdos no País relaciona-se à perpetuação de desigualdades educacionais e sociais, haja vista os desafios para a formação educacional de surdos. Isso posto, é notório que o descaso civil relativo à falta de inclusão social, bem como a negligência do Poder Público referente à ausência de políticas educacionais adequadas são responsáveis pelo revés. Destarte, torna-se indubitável a providência de medidas para saná-los.

Precipuamente, cabe destacar que o caráter apático e individualista presente nas relações humanas intensifica as dificuldades em pauta. Nessa perspectiva, Paulo Freire aponta que a alfabetização possibilita o acesso ao conhecimento necessário para reconhecer e reivindicar direitos, formando cidadãos críticos. Nesse sentido, a falha educacional torna muitos brasileiros alheios às necessidades da comunidade surda, impedindo uma atuação comunitária consciente e efetiva, ao passo que a exclusão escolar compromete o desenvolvimento social e acadêmico desses indivíduos. Consequentemente, a desigualdade educacional entre surdos e ouvintes persiste.

Além disso, a negligência governamental vigente também representa um agravante. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 garante liberdade, igualdade e justiça, mas nota-se a insuficiência do Estado no oferecimento de intérpretes de Libras e infraestrutura adequada. Em virtude disso, muitos alunos surdos abandonam a escola, perpetuando a desigualdade educacional.

Portanto, a formação educacional de surdos configura um impasse ao progresso social brasileiro. Assim, é dever das escolas e famílias promover diálogos e oficinas que esclareçam direitos e deveres, incentivando a inclusão e o senso crítico, fazendo jus ao legado de Paulo Freire. Simultaneamente, convém ao Estado investir em políticas públicas e recursos estruturais que garantam a educação inclusiva, contribuindo para a formação cidadã com direitos e deveres constitucionais.