ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Na Antiguidade Clássica, crianças espartanas com deficiência não tinham direito à educação e eram abandonadas à própria sorte. Hodiernamente, a questão do ensino para deficientes auditivos constitui-se como uma alarmante realidade no seio da sociedade brasileira. Sob tal ótica, visões preconceituosas e a ausência de um sistema que acolha os surdos são os principais responsáveis pela perpetuidade dessa problemática.

Em uma primeira análise, é indubitável que preceitos discriminatórios é o principal fator agravante dessa situação. Segundo Nietzsche, filósofo moderno, as relações sociais são regidas por forças reativas, ou seja, as pessoas são submetidas à alienação e manipulação conforme o que lhes é imposto, sem iniciativa de pensamento ativo. De maneira análoga a esse ideário, o desconhecimento sobre indivíduos surdos gera a dificuldade de inseri-los no ambiente escolar, pois as pessoas tendem a repulsar o que é diferente.

Outrossim, a ausência de um sistema educacional que dê suporte para esses cidadãos é outro ponto a ser destacado. As escolas brasileiras não oferecem instalações adequadas e profissionais capacitados para acolher esses alunos. Ademais, a língua de sinais não é bem difundida no país, o que acarreta uma interação falha entre educadores e educandos. Dessarte, muitos surdos não frequentam as unidades de ensino pela falta de acessibilidade e de comunicação eficiente.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Mormente, urge que o prisma midiático utilize de esferas de entretenimento, direcionadas ao público em geral, como forma de findar com visões preconceituosas e alertar sobre a importância de inserir os surdos na escola. Paralelamente, o Ministério da educação deve implementar cursos de Libras em todas as regiões do Brasil, objetivando capacitar profissionais para atender esses alunos. Com a união dessas medidas, a problemática poderá ser gradativamente mitigada e poder-se-á construir uma sociedade paradoxa ao ideário nietzschiano.