ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/05/2018
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. A negligência na formação educacional de deficientes auditívos reflete essa realidade. Ademais, tendo em vista que tal fator tem como consequência a exclusão social, faz-se preciso uma reflexão, e também, medidas que possam combatê-lo.
Em primeiro lugar, para se entender o problema é necessário analisar suas causas. Resultado de uma sociedade que dá espaço ao preconceito, fez com que aquele que não se encaixa nos ideais da própria seja sentenciado a uma vida de discriminação, ou seja, o “diferente” não é tolerado. Outrossim, há uma série de empecilhos na inclusão de surdos no âmbito escolar, pois a falta de especialistas em trabalhar com esses alunos é escassa, consequentemente, o número de deficientes auditívos nas escolas diminuiu gradativamente.
Dentre os efeitos, o que mais parece se destacar é a exclusão social. Sabe-se, porém, que esse fator é apenas o início de uma variedade de problemas, que em conjunto, podem prejudicar ainda mais o indivíduo. O aumento de casos de discriminação, de preconceito, de surdos longe das escolas e de falta de oportunidade de emprego prova que essa ação é errônea e apenas traz malefícios.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, as instituições de ensino, em parceiria, com ONGs podem promover palestras que visam a importância de conviver com as diferenças e projetos que busquem a interação com deficientes – a fim de que haja uma conscientização, obstando o preconceito das escolas, posteriormente da vida desses indivíduos –. Destarte, cabe ao Estado instituir especialistas em lidar com deficientes nas escolas, para que haja um aumento destes no espaço educacional e; a criação de iniciativas com empresas para integrar estes no mercado de trabalho. Além disso, a mídia e o poder público, juntos, podem promover campanhas publicitárias de conscientização, levando a questão à todas famílias e evidenciando os direitos de todas à educação, salientando que tudo começa com o respeito. Afinal como afirmou Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”.