ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/05/2018

“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Tal citação, mencionada por Kant, demonstra que a base fundamental para o desenvolvimento de um indivíduo consiste na fase educacional. De maneira análoga à sociedade brasileira, é possível observar que o país enfrenta dificuldades para formar os portadores de deficiência auditiva. Esse quadro caótico acontece devido ao despreparo do educador para lidar com a peculiaridade do aluno, e, além disso, ao preconceito ao qual os surdos são submetidos.

Em uma primeira análise, é indiscutível que a inserção do portador de deficiência auditiva nas escolas através do Imperador Dom Pedro II promoveu maiores oportunidades a essas pessoas. No entanto, ainda há falha na educação desses indivíduos, pois os professores responsáveis pela formação dos surdos não recebem a devida instrução nas universidades de como lidar com os educandos que possuem tais privações. Além disso, não há incentivo para o estudo de LIBRAS nas faculdades. Desse modo, o aluno sofre com a ausência de uma educação que o ampare plenamente.

Em uma segunda análise, cabe lembrar que, na antiguidade, o portador de deficiência representava um indivíduo inapto para exercer funções sociais. Apesar desse quadro não existir mais, devido ao iluminismo, que trouxe ideais de igualdade ao mundo, o preconceito foi carregado de geração em geração, e persiste na contemporaneidade. Segundo Newton, para toda ação cabe uma reação. De maneira análoga à realidade dos surdos, o preconceito exercido pela sociedade consiste na “ação”, e, tem como reação, a saída do portador de deficiência do ambiente escolar, desse modo, a formação deste é interrompida.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve propor às universidades a inclusão de LIBRAS na grade escolar do futuro profissional, a fim de aumentar a qualificação deste ao lidar com surdos. Tal proposta deverá ser feita por meio de leis produzidas pelo Poder Legislativo. Dessa forma, o professor estará preparado para contribuir na formação do indivíduo portador de deficiência auditiva. Além disso, o Ministério da Educação deve, por meio de palestras, fomentar a prática de empatia dentro das escolas, a fim de diminuir o preconceito existente na sociedade, pois, segundo Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Dessa forma, os surdos terão uma formação de qualidade e livre de preconceitos.