ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 27/05/2018

A educação de surdos no nosso país já era uma preocupação do imperador, desembocando na criação da primeira escola da nação para instrução de deficientes auditivos com ajuda do Francês Eduard Huet, que tinha conhecimento de causa por ser um educador e ter, também, essa deficiência, em 1857. Porém, ainda há em meio à população brasileira um certo desconhecimento  no que diz respeito a essas questões, bem como há uma falta de incentivo político, apesar dos avanços das leis a esse respeito.

Segundo o IBGE, há no Brasil cerca de 9,7 milhões de surdos e a exclusão desse grupo, consideravelmente numeroso, dá-se, sobretudo, pelo fato de a maior parte da sociedade não saber como lidar com esses indivíduos, por não ter o conhecimento e o preparo suficientes; especialmente nas escolas que, indubitavelmente, deveria ser o primeiro ambiente a romper esse paradigma.

Outrossim, é a pouca promoção de políticas públicas voltados para o ensino e incorporação de pessoas surdas no corpo social pelos governos, desde o âmbito federal a municipal. Em sua  última pesquisa pelo Censo do Ensino Superior 2013, o INEP comprovou que só 12% das universidades federais oferecem graduação em Letra/Libras, dessa forma o ensino especial na rede educacional básica tornar-se precário, em face à demanda, por falta de profissionais especializados nessa área.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Educação ampliar os cursos superiores e de especializações em tudo que rege e circunda o idioma Libras e seus falantes, tendo em vista o melhor preparo de educadores, em geral, que possam trabalhar melhor a inclusão desses alunos na comunidade escolar, e por conseguinte na sociedade, que reza a lei de janeiro de 2015 também tem direito ao ensino e a inserção.