ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/05/2018
O ser humano necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Todavia, perante a conjectura Aristotélica , política e naturalmente sociável, inúmeras de suas antiéticas praticadas corroboram ao contrário. Nesse viés, na época atual, no que concerne aos obstáculos na instrução educacional dos deficientes auditivos no território nacional, é perceptível que essa situação deplorável está intrínseca por decorrência da falta de investimentos sociais no país. Urge, assim, a mobilização homogênea da conjuntura social e do Ministério Público para combater o entrave.
Convém frisar, a princípio, que a discriminação com os surdos é reflexo do convívio em um meio gregário intolerante. Por esse prisma, consoante ao postulado Durkheimiano, o fato social retrata uma maneira de agir e raciocinar, provida de exterioridade, generalidade e coercitividade. Sob tal perspectiva, nota-se que o bullying com os impossibilitados de ouvir assemelha-se à ótica do antropólogo, isto é , se uma criança convive em um âmbito no qual os indivíduos manifestam esse hábito, decerto, irá incorporá-lo por virtude da convivência em grupo. A lógica inflexível, por conseguinte, é transmitida através de gerações, amplificando consideravelmente a árdua formação acadêmica dos surdos.
Outrossim, é pertinente enfatizar a displicência do Poder Legislativo como um aspecto preponderante para a dificuldade de inclusão do público deficitário na classe escolar. Conforme promulgado na Constituição Federalista de 1988, é dever do Estado garantir a integridade psicológica e física de qualquer cidadão, independente de etnia, gênero ou deficiência. À vista dessa cláusula, é visível que as pessoas surdas deparam-se, de fato, em uma circunstância de vilipêndio , pois, embora a lei ampare e em alguns casos auxilie para a interação dos deficientes, é irrefutável que ainda esbarre na fiscalização do ato preconceituoso , conjuntamente , com as ínfimas práticas preventivas para combater o problema. Um direcionamento eficaz da jurisprudência, destarte, é fundamental para transpor a barreira da complexidade na formação de um deficiente auditivo.
Torna-se evidente, portanto, uma medida para reverter esse cenário repugnante. A fim de mitigar o empecilho, é imensurável a relevância da família, em consonância com a instituição educacional na fomentação intelectual e ética dos jovens, podendo ocorrer mediante palestras , peças teatrais e conversas que visem contemplar as divergências e respeitá-las , assim como apresentar as consequências do proceder discriminatório com os surdos, com o fito de atenuar o desafio de formar um deficiente na escola, para que a nação disponha de um desenvolvimento sociável e respeitador. Em harmonia com a tese Durkheimiana, em suma, esse fato social será gradativamente suplantado .