ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 31/05/2018

No Brasil, o número de estudantes com algum tipo de necessidade especial é superior nos anos fundamentais da escolarização. Com o avanço da vida escolar o índice diminui (4% no Ensino Médio) e volta a subir na Educação de Jovens e Adultos (13%), modalidade que, forma geral, tende a um público no passado impedido, por algum motivo, de concluir o processo formativo educacional. Há deficiências, dentro do leque correspondente aos números, que, teórica e objetivamente, demandam adaptações físicas do espaço escolar, e existem outras, como a surdez especificamente, que encontram um desafio maior: a formação eficiente dos profissionais da educação. Há alguns anos, ensino de Libras foi incorporado ao currículo dos cursos superiores de licenciatura, porém, isso ainda não incidiu satisfatoriamente a formação educacional dos estudantes surdos. A fim de cumprir a legislação, uma instituição de ensino superior deve ofertar aos futuros educadores uma disciplina que os capacite para o trabalho com alunos “deficientes” auditivos, mas o tempo, curto, é insuficiente, tornando-se um problema que irá se refletir diretamente na dificuldade do educador de oferecer condições para o desenvolvimento cognitivo e permanência do discente surdo em sala de aula. A queda de matrículas de alunos surdos na educação básica (entre 012 e 2016 especialmente) possivelmente não está ligada à redução de indivíduos com essa característica, mas sim á dificuldade das escolas em incluir efetivamente esse público. Diante disso, percebe-se, portanto, o fator formativo do profissional de educação como basilar na vida escolar do sujeito com surdez. Ao analisar os desafios sob essa perspectiva nota-se a necessidade da complementação estrutura curricular de docentes, mudanças que devem ser previstas e fiscalizadas pelo MEC, com o objetivo de garantir uma capacitação mais completa. Além disso, como se trata de uma problemática presente, faz-se essencial a presença efetiva de intérpretes de libras em classes com alunos surdos a fim de garantir a sua integração, interação e permanência Essa medida no âmbito público depende da contratação, por parte dos estados e municípios de profissionais habilitados depende de uma percepção e que a deficiência em sua denotação de falta, está na escola e não no aluno.