ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 21/05/2026

Capacitismo, exclusão social e insuficiência de intérpretes de Libras são alguns dos desafios enfrentados pela população surda no Brasil. Nesse contexto, a Constituição Federal assegura a igualdade e o direito à educação para todos os cidadãos. Entretanto, embora exista uma garantia legal, o preconceito e a falta de profissionais qualificados ainda representam barreiras significativas para a formação educacional dos surdos.

Precipuamente, destaca-se que o capacitismo não se resume ao preconceito individual, mas também envolve fatores como exclusão social. Nesse cenário, muitos estudantes enfrentam dificuldades de interação no ambiente escolar, o que compromente o desenvolvimento acadêmico. Diante disso, o filme “O Extraordinário”, apesar de não retratar um menino surdo, evidencia como a discriminação compromete a integração social. Dessa forma, o capacitismo e a exclusão social dificultam a construção de um ambiente escolar verdadeiramente inclusivo para estudantes surdos.

Ademais, a escassez de intérpretes de Libras afeta significativamente os alunos surdos nas escolas. Apesar da Lei de Libras reconhecer a Língua Brasileira de Sinais como um meio legal de comunicação, levantamentos nacionais apontam que muitos professores não possuem formação específica para trabalhar com estes alunos. Como consequência, a ausência desses profissionais pode comprometer a aprendizagem e aumentar a evasão escolar. Assim, a carência de profissionais capacitados impede que o direito à educação seja garantido aos estudantes surdos.

Portanto, torna-se necessário adotar medidas para mitigar essa situação. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve promover campanhas de conscientização sobre inclusão e oficinas gratuitas de capacitação em Libras voltadas aos professores, por meio de programas de formação continuada no ambiente escolar, com a participação de especialistas em educação inclusiva e a comunidade surda. Desse modo, será possível ampliar a inclusão escolar, reduzir o capacitismo e garantir os direitos previstos constitucionalmente.