ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/06/2018
A surdez está associada com fatores congênitos ou adquiridos. Atualmente no Brasil, existem algumas situações que corroboram para dificultar as relações em sociedade. Dentre elas, podemos destacar a falta de docentes com especialização em libras e o preconceito existente de algumas pessoas com relação aos deficientes auditivos.
Em primeiro lugar, a Constituição Federal de 1988, garante o acesso à educação para todos os cidadãos,porém muitos brasileiros não concluem o ensino fundamental. Isso acontece porque a maioria das escolas públicas não dispõem de professores especializados e fluentes em libras, o que proporcionaria aos alunos com déficit de audição a mesma qualidade de ensino que os demais estudantes. Segundo dados divulgados pela BBC Brasil,70% dos jovens deficientes com surdez em idade escolar encontravam-se atrasados em relação à série, no estado de Sergipe.
Somado à essa questão, o preconceito de algumas pessoas limita as relações interpessoais e o acesso ao mercado de trabalho pelos surdos. Ademais, poucos são aqueles que conquistaram empregos com salários compatíveis com sua formação acadêmica. Haja vista que, apesar de existir uma lei que estabelece a reserva de vagas para portadores de deficiências em concursos públicos e empresas privadas, este percentual está longe de ser o ideal para absorver a população de deficientes auditivos do Brasil.
Fica claro, portanto, que é necessário melhorar a qualidade do ensino para as pessoas com perda da audição e erradicar o preconceito ainda persistente em alguns indivíduos. Então,cabe ao Ministério da Educação disponibilizar gratuitamente curso de especialização em libras para todos os professores de instituições educacionais públicas por meio de plataformas e aulas presenciais a fim de promover o melhor aprendizado dos alunos que necessitam desse suporte. Além disso,profissionais de saúde por meio das ONG´s promover debates em empresas e escolas e com intuito de incentivar as relações interpessoais sem que haja distinção.