ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 08/06/2018

A série norte-americana “Trocadas no nascimento”, a qual trata da problemática inclusão de alunos surdos na educação, ilustra uma realidade vivida no Brasil. A falta de preparo dos professores acrescida à pouca infraestrutura de muitas escolas são um obstáculo para a isonomia educacional.

Os deficientes auditivos muitas vezes comunicam-se exclusivamente por meio da libras. Portanto, para que o indivíduo sinta-se integrado socialmente no ambiente escolar, tanto o professor quanto os colegas deveriam ser bilíngues. No entanto, o tímido envolvimento governamental no assunto faz com que a língua não seja frequente em escolas e o surdo sinta-se excluído das atividades.

Devido à pouca representatividade dada ao surdo, esse é pouco estimulado. Esse fato é comprovado ao refletir-se a respeito do número de atores e apresentadores surdos em mídias televisivas ser praticamente nulo. Por esse motivo, o deficiente auditivo sente-se marginalizado na sociedade e, muitas vezes, é tratado de maneira inadequada, como se não fosse capaz. Devido a esse tratamento e a ausência e representatividade, muitos surdos sentem-se incapazes de exercer profissões que vão além de subempregos.

Portanto, faz-se necessário que o Governo priorize a inclusão dos alunos surdos destinando investimentos a fim de que escolas possam oferecer recursos fundamentais, como um intérprete por aluno e professores especializados. Para isso, o Ministério da Educação pode oferecer oficinas aos professores com cursos voltados à inclusão social dos deficientes auditivos. A fim de estimular a especialização técnica aos surdos, escolas podem fechar parcerias com a iniciativa privada, como o SENAI e a ETEC, para que sejam ofertadas bolsas destinadas exclusivamente aos deficientes auditivos.