ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 03/07/2018
Malala Yousafzai - estudante paquistanesa - lutava por uma melhor educação no seu país até ser baleada pelo talibã, grupo terrorista que proíbe meninas de irem a escola. Apesar de não existir um talibã no Brasil, o próprio estado negligencia a formação educacional de surdos no país. A péssima qualidade na estrutura e a falta de capacidade dos profissionais para aumentar o desempenho desses aprendizes, se torna um desafio para educação à essas pessoas.
O número de matrículas de 2011 até 2016 caiu 1% ao ano, ou seja, 5% de redução em 5 anos, segundo IBGE. Essa estatística infeliz é reflexo da infra-estrutura que as escolas especiais não possuem, para lidar com os jovens surdos que necessitam de educação. O ambiente escolar não tem ferramentas eficientes para ministrar aulas com libras e fazer com que os alunos consigam interagir e aprender. Assim, os país se sentem cada vez mais inseguros para matricular seus filhos, já que, os centros de ensino não os respaldam com qualidade e eficiência.
Ademais, a falta de capacidade dos profissionais em ensinar e desenvolver as habilidades para alunos com deficiência auditiva, é outro desafio para a formação dos surdos. Para Kant, principal filósofo da era moderna, a educação é o meio para o homem alcançar a plenitude.Seguindo o raciocínio deste pensador, para que os alunos especiais consigam desenvolver ao máximo seus talentos e aprender o possível é necessário que a escola, meio de aprendizado, seja eficiente. Então, por conta dos professores que não conseguem instigar o conhecimento com leitura e aulas didáticas em libras, os deficientes auditivos não desenvolvem seu total potencial de aprendizado.
Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser adotadas para superar o déficit nas matrículas e melhorar a qualidade da educação destinada a alunos com deficiência auditiva. O governo, através do Ministério da Educação, poderia conceder mais dinheiro à construção e melhoria de escolas especiais afim de fornecer uma infra-estrutura atualizada tecnologicamente com computadores - com softwares inclusivos para surdos - e livros internacionais e da língua portuguesa, adaptados em libras. Além disso, a iniciativa privada aliado ao Ministério da Educação, poderiam capacitar professores para que consigam passar o conhecimento da melhor forma possível aos deficientes auditivos, usando essas tecnologias inclusivas. Assim, o Brasil fará Malala Yousafzai sentir-se orgulhosa e os surdos, na sua formação educacional, alcançarão sua plenitude.