ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/06/2018
O descaso com indivíduos surdos não é um problema atual. Infelizmente, isso ocorre desde a época das cruzadas quando a Igreja enviava pessoas que apresentavam alguma deficiência para as missões cristãs, pois se caso morressem não faria diferença, já que eram vistas como “anormais”. Analogamente, a sociedade brasileira apresenta a mesma indiferença da época, tornando a inclusão de deficientes auditivos uma tarefa cada vez mais árdua.
É garantido constitucionalmente que pessoas surdas devem ter acesso a instituições educacionais para serem providas pelas mesmas oportunidades oferecidas aos outros estudantes. No entanto, os recursos governamentais investidos na área são praticamente escassos. Frequentemente, as escolas não apresentam estruturas básicas para acolher os indivíduos com necessidades auditivas especiais. Além disso, há a falta de profissionais especializados na compreensão e ensino de Libras nos colégios públicos.
A desestrutura do sistema educacional acaba desencorajando os deficientes auditivos a procurar uma formação acadêmica, pois muitos têm medo de não serem bem recebidos pelos outros estudantes e assim o sentimento de exclusão e marginalização da sociedade poderá se agravar. A desconsideração com portadores de necessidades especiais permeia desde a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler os tiravam de suas famílias para matá-los, pois eram vistos como um atraso para a humanidade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que o Governo incentive campanhas midiáticas apresentando pessoas surdas em altos cargos sociais, investindo na representatividade desse grupo para que sintam encorajadas e procurem ingressar uma vida acadêmica. Não obstante, o Ministério da Educação deve inserir aulas obrigatórias de Libras na grade curricular durante todo o ensino fundamental, para que assim, uma sociedade inclusiva seja possível.