ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/06/2018
O artigo 5° da Constituição Brasileira de 1988 garante a todos os cidadãos, sem discriminação, o direito à educação. Nesse contexto, a realidade acerca da formação educacional dos portadores de necessidades especiais, em destaque os deficientes auditivos, diverge do que lhes é garantido por lei. Nesse sentido, é válido considerar os dois pilares que corroboram para com a persistência dessa temática: a falta de mecanismos adaptados às necessidades desses indivíduos e a exclusão que permeia a realidade dos mesmos. Urge, portanto, esforços do governo e da sociedade para a reversão do impasse.
Em uma primeira análise, cabe salientar que, na contemporaneidade, são parcos os investimentos em ferramentas de adaptação e acessibilidade para surdos nos ambientes escolares, uma vez que são poucas as salas e os estabelecimentos devidamente preparados para receber essa demanda específica de alunos. Nessa conjuntura, faz-se necessária a formação de profissionais da educação dominantes da Língua Brasileira de Sinais e um suporte individual para o entendimento das aulas. Dessa forma, a inclusão dos deficientes auditivos se dará de maneira mais fácil e harmoniosa.
Outro fator de relevância, a destacar, é a exclusão dos surdos como empecilho para seu desenvolvimento educacional. Principalmente na adolescência, há instituído o preconceito com o diferente, seguido de perseguições, brincadeiras e intolerância. Com isso, muito ocorre a evasão escolar somado à não adaptação do indivíduo e do estabelecimento, corroborando com os desafios encontrados pelos indivíduos para a real inclusão na sociedade em geral.
Diante dos fatos elencados e segundo Hobbes, em sua teoria contratualista, o governo não pode agir sozinho, deve haver a participação coletiva da sociedade para o desenvolvimento social efetivo. Ao governo compete, então, no âmbito do Ministério da Educação, introduzir aulas e cursos para o aprendizado de libras a fim de facilitar a comunicação e a integração entre os deficientes e os outros alunos, além de investir nos mecanismos de adaptação supracitados. Ainda, a mídia deve promover campanhas e palestras de conscientização por meio de propagandas para disseminar a importância da inclusão dos deficientes na sociedade. Sendo assim, será possível vislumbrar uma sociedade que prima pela dignidade social.