ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 21/06/2018

A educação é a mais poderosa ferramenta na integração do ser humano em sociedade. A partir dela, é possível despertar as qualidades internas do ser, através de atividades culturais e sociais que elevam para a construção da cidadania. Entretanto, no Brasil, o acesso à essa ferramenta, principalmente no que tange o grupo de deficientes auditivos, é extremamente ineficaz. Nessa perspectiva, fica evidente que a negligência e o despreparo das instituições públicas e privadas acerca desse assunto, são causados pelo reconhecimento tardio do Estado em relação a importância da integração desse grupo na sociedade e o preconceito social impregnando no brasileiro.

Em primeiro lugar, é notória a atitude tardia do governo em regulamentar a integração do surdo no sistema educacional. A lei que regula esse assunto foi criada em 2015, demonstrando uma total falta de iniciativa acerca do assunto. Essa demora contribuiu a manutenção do despreparo e da precariedade da infraestrutura das instituições de ensino ao longo do tempo. Esses fatores podem ser evidenciados pela baixíssima quantidade de professores capacitados para interagir de forma clara com esses deficientes, além da constante indisponibilidade de ferramentas como tablets e computadores adaptados para o melhor aproveitamento desses alunos no aprendizado. A constância desses problemas cria uma desigualdade social e cultural em relação aos que não são deficientes, e, assim, geram uma ideia errônea de incapacidade e preconceito na sociedade, a qual prejudica a sua inserção no mercado de trabalho no futuro.

Nesse sentido, esse preconceito foi formado e alimentado ao longo das gerações por essas incapacidades do governo. É possível notar que até mesmo os deficientes mais qualificados sentem dificuldades em conseguir emprego. Nesse raciocínio, o surdo se sente isolado e descrente que a educação de fato pode integrá-lo na sociedade. Esse fato pode ser demonstrado nas estatísticas que informam que a quantidade de matrículas de surdos nas escolas diminuiram.

Em suma, é imprescindível a maior participação do Estado na integração do aluno surdo. Cabe ao governo federal, a partir de verbas destinadas à educação, desenvolver mais cursos de capacitação em libras para os professores. Além disso, em parceira com instituições privadas, o incentivo na área fiscal, com bônus para as empresas que mais contratam deficientes auditivos, a fim de uma maior inserção no mercado de trabalho. Esse projeto chamará “Trabalho para Todos”. Dessa forma, a integração do surdo no sistema educacional e na sociedade será feita de maneira mais eficiente.