ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 04/07/2018
Segundo a teoria da evolução proposta por Charles Darwin, o ser humano é fruto de processos evolutivos, portanto, ainda que sejam da mesma espécie apresentam diferenças consideráveis. As deficiências mentais e físicas, como a auditiva, são exemplos dessa diferença que em pleno século XXI, ainda são tratadas de maneira preconceituosa em sua grande maioria, especialmente em ambientes escolares, onde as instituições não são preparadas para receber alunos portadores de deficiência.
Primeiramente, como dizia Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Sendo assim, algo de extrema importância para a boa formação de um indivíduo, como o direito de frequentar escolas e o direito ao ensino não deve ser negligenciado apenas pelo fato do mesmo necessitar de atendimento específico. No caso dos surdos, esses atendimentos são principalmente a adaptação das aulas em linguagem de sinais (LIBRAS), o que infelizmente não é a realidade disponível na maioria das escolas brasileiras.
Além disso, a falta de estímulo dos pais e familiares em relação aos jovens frequentarem às escolas e buscarem uma forma de aprendizado é muito grande, o que aumenta o número desses deficientes fora de instituições adequadas para a formação educacional e futuramente profissional dos mesmos. A falta de investimentos do poder público em campanhas conscientizantes dos problemas advindos da falta de acesso à educação básica apenas agravam a situação.
Tendo em vista as dificuldades impostas à inclusão escolar dos deficientes auditivos no brasil, medidas urgentes devem ser tomadas. Torna-se imprescindível que o governo implemente campanhas conscientizantes utilizando a mídia, através de propagandas ou programas educativos, no intuito de alertar a população sobre a importância do acesso à educação para esses jovens. Ademais, cabem às escolas investirem em treinamentos específicos, como cursos de linguagem de sinais, visando a capacitação de seus profissionais, para que estejam aptos a exercerem seu trabalho com os alunos de maneira correta. E, por fim, é dever da família garantir o direito à educação de seu ente portador de deficiência auditiva, sempre o motivando e estimulando aos estudos para, assim, proporcionar a chance dele se tornar um adulto com maiores oportunidades no mercado de trabalho, devido ao investimento na educação de qualidade.