ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 05/07/2018

Segundo dados de uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, houve uma queda significativa de matrículas de surdos na educação básica entre 2012 e 2016. Apesar do Brasil ser adepto dos princípios da Declaração de Salamanca, de 1994, que preconiza a educação e a inclusão social dos portadores de necessidades educacionais especiais, PNE, os surdos são vítimas de preconceito e não têm acesso à educação de qualidade. Dessa  forma, observa-se que educação deste público é um problema a ser superado pela sociedade uma vez que ela é negligenciada pelo Estado.

A interação entre os pares é algo imprescindível ao desenvolvimento humano. No caso de surdos isto esbarra no domínio da língua entre os comunicantes, gerando preconceito e segregação. Assim, observa-se que a falta de profissionais especializados no ensino da Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS, nas escolas , resulta na falta de aprendizagem desta linguagem tanto por falantes quanto de não falantes; o que por sua vez, é um fator determinante para a exclusão social do público em questão.

Entretanto, a dificuldade comunicativa impõe restrições ao convívio social, ao acesso a empregos e gera o preconceito. Mesmo com a existência de leis, como a lei 8113/91, que viabiliza a contratação de PNE pelas empresas, muitos deles são vítimas do preconceito e por isso, excluídos do mercado de trabalho.

Diante do exposto, é imprescindível que toda a população aprenda LIBRAS, por isso o seu ensino deve ser obrigatório nas escolas. Para que isso se efetive o governo federal deve investir na formação de professores para o ensino desta língua através de parcerias com estados e municípios afim de promover cursos de formação tanto presenciais quanto online. Paulo Freire defende a educação como prática de liberdade, dessa forma, sem uma formação adequada a sociedade torna-se refém da ignorância e do preconceito.