ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/07/2018

Barreiras “invisíveis” para a igualdade

De fato a educação no Brasil é alvo de muitas críticas da sociedade brasileira, mas à respeito da educação para deficientes auditivos, ela se torna ainda mais precária. Não somente a falta de conhecimento da população sobre seus direitos e deveres, mas também, a falta de oportunidades para deficientes auditivos colaboram ainda mais com esse fenômeno.

Dessa forma, a falta de conhecimento de toda a população desistimula a participação do indivíduo surdo na sociedade. Uma vez que as pessoas que não possuem algum tipo de deficiência não estão prontas para abrir espaço para a multidiversidade, já que, na maioria dos casos, nunca foram preparados na sua educação básica para tal questão. Com isso, gera uma discriminação “invisível”, fazendo com que as próprias vítimas do preconceito se sintam deslocadas e não participem de forma ativa da sociedade, ficando apenas à sua margem.

Além disso, a pessoa surda é capaz de realizar qualquer tarefa que esteja ajustada às suas necessidades. No entanto, a sociedade como um todo não está pronta para recebê-los. De acordo com o Inep, a partir de 2012 houve uma grande queda de surdos matriculados em escolas. Em consonância, por mais que as empresas possuam cotas para deficiêntes físicos, elas não são preenchidas totalmente, comprovando assim, que há uma deficiência no método adquirido no Brasil para lidar com o problema.

Portanto, medidas mútuas da sociedade são necessárias para resolver o impasse. O próprio Confúcio concorda, quando diz que “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Dessa forma, se torna necessário que as escolas, com a participação do Ministério da Educação, prepare cidadãos, sejam eles deficientes ou não, para um futuro igualitário, ministrando aulas de libras em sua educação básica. Além disso, é necessário que as empresas também estejam engajadas e abertas para que os surdos façam parte de seu quadro de funcionários, priorizando formas de inclusão e mecanismos de adaptação.