ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/07/2018
Para o físico Albert Einstein, a democracia representaria a melhor forma de governo, pois todos os homens seriam tratados como iguais e nenhum seria exaltado. Entretanto, no Brasil, as necessidades educacionais dos deficientes auditivos não são totalmente contempladas. Neste contexto, o preconceito e a ausência de políticas inclusivas eficientes contribuem para a desigualdade entre os indivíduos.
Em primeiro plano, é necessário enxergar o preconceito como o principal responsável por dificultar o acesso à educação aos surdos. Isso porque o deficiente foi inferiorizado pela sociedade brasileira durante anos, às vezes considerados motivos de vergonha. Esse pensamento não possibilitou muitos avanços na busca de métodos que pudesse incluir esses indivíduos no convívio social. Dessa forma, a primeira escola específica para deficientes auditivos é relativamente nova, criada durante o Segundo Reinado.
Com efeito, é ingênuo acreditar que o ideal de educação inclusiva é amplamente praticado dentro do sistema educacional brasileiro. O preconceito perpetua, apesar da promulgação da lei, em 2015, que assegurar por sua vez ainda não se encontram preparadas para lidar com as necessidades desse público: faltam, muitas vezes, profissionais que dominem libras como segundo idioma; ou recursos tecnológicos que permita esse diálogo entre aluno-professor e aluno-aluno.
Urge, portanto, a necessidade de que indivíduos e poder público unam-se para minimizar esses desafios. O Ministério da Educação deve investir na capacitação de professores, com cursos cursos de libras, a fim de facilitar a troca de conhecimento nas escolas. Além disso, deve incluir o idioma no ciclo básico da educação, com o intuito de estabelecer a inclusão. Por fim, a mídia deve vincular campanhas acerca do respeito a diversidade para que haja a reflexão da sociedade. Espera-se, com isso, alcançar o ideal democrático de Einstein.