ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/07/2018

Esparta, grande pólis grega, ficou marcada pelo seu grande militarismo, a qual os homens eram criados desde crianças para o combate. Entretanto, na busca dos soldados ideais, bebês deficientes eram considerados aberrações e descartados. Embora os séculos passaram e com eles vieram conquistas sociais é possível observar que, hodiernamente no Brasil, a falta de preparo profissional educacional e de incentivo na inclusão tem resultado na segregação dos surdos.

A priori, destaca-se vários empecilhos no tratamento dos alunos especiais. Embora assegurados por nossa constituição de 1988, ainda hoje, existe um desfalque em alguns direitos, tal como estrutural, como falta de materiais didáticos, e profissional, falta de professores que dominem LIBRAS (Língua brasileira de sinais), fatores que dificultam a formação dos surdos. Tal dado é ratificado por uma pesquisa realizada pelo INEP, que mostra queda nas inscrições de surdos na educação básica.

Além disso, embora alguns deficientes, com muita luta, concluem o ensino superior, há barreiras na inclusão dos mesmos no mercado do trabalho. Mesmo que a constituição cidadã, a de 1988, garanta cotas especiais para deficientes, devido a falta de fiscalização, observa-se o crescimento da taxa de desemprego. Segundo dados veiculados pelo IBGE, atualmente no Brasil, existem cerca de 45 milhões de deficientes e aproximadamente apenas 1% está empregado, mostrando a seriedade do caso.

Infere-se que, a deficiência educacional e na inclusão de surdos no Brasil é um problema, portanto medidas são necessárias para o impasse. É necessário que o Ministério da Educação garanta, como está previsto na constituição, material didático especial e um profissional treinado para atender tais especialidades, garantindo o acesso da educação a todos. É importante também que o Ministério do Trabalho aumente a fiscalização das leis de cotas, cedendo benefícios fiscais para empresas que cumprem com a meta estabelecida. Dessa forma, ao contrário de que Esparta fazia, concedendo a nossos semelhantes especiais um espaço na sociedades.