ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/07/2018
No ano de 1988 a nossa atual Constituição foi promulgada contendo entre tantos o Art. 5 que serve de base para os direitos sociais. Esse artigo garante que todos somos iguais perante a lei, com a inviolabilidade dos direitos a vida e a igualdade, por exemplo. O direito a educação é um direito social e fundamental, portanto, deve ser respeitado. Não resta dúvida que todos devem ser tratados da mesma maneira, mesmo que isso signifique uma atenção maior aqueles que dela necessitam.
As pessoas surdas, bem como as que apresentam algum outro tipo de deficiência, possuem uma grande dificuldade de encontrar uma escola que supra todas as suas necessidades. Há uma falha estrutural na composição desses colégios públicos especializados, onde se faz necessária uma requisição prévia de seus tutores por profissionais capacitados a acompanhar esse público, ou então, a transferência para um instituto particular.
Como se não bastasse o obstáculo da falta de lugar determinado para ensino, ainda há falta de pessoas especializadas no ensino ao surdo. Não há qualquer incentivo público para que aumente a quantidade de profissionais na área, o que faz os responsáveis tomarem atitudes drásticas, como ele próprio acompanhar no colégio, ou até mesmo, desligar a criança da instituição.
Portanto, fica evidente a necessidade de resolver esse buraco na educação. Se faz indispensável a implantação de políticas públicas de inserção e acompanhamento dos surdos, bem como a permanência deles no âmbito escolar. O incentivo a expansão do mercado de trabalho voltado a educação de surdos também é bastante importante na evolução dessa questão. Essa junção de fatores com certeza teria como produto um país mais igualitário e inclusivo aos deficientes auditivos.