ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/07/2018

Desde os primórdios da humanidade o preconceito impede nossa sociedade de conviver harmonicamente. De maneira análoga desde os tempos bíblicos existem relatos da inferioridade que eram tratados os deficientes físicos, que eram vistos como castigados por Deus e eram segregados da sociedade. Atualmente, fica claro que esta é uma prática arcaica, que excluem os surdos e urge por solução.

É inegável que Einstein ao dizer que seria mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado reflete a realidade da atual população canarinha, visto que a queda de matrículas de deficientes auditivos em escolas é fruto do descaso com essa minoria - por parte do Estado e da sociedade - já que, a falta de profissionais qualificados e estrutura no âmbito escolar, associada ao déficit na comunicação entre os alunos com e sem deficiência - que desconhecem a língua brasileira de sinais - faz com que os surdos se sintam deslocados no meio escolar e se excluem dele.

Nesse ínterim aqueles que conseguem concluir o ensino fundamental e médio, mesma que qualificados com ensino superior, deparam-se com dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. É vital que esclareça-se que ser surdo não é sinônimo de incapacidade, já que apesar do direito a inclusão lhes sejam garantidos por lei, ela é desrespeitada e impedem aos surdos demonstrarem seus talentos e receberem remuneração justa.

Somando-se aos aspectos supracitados, que o deficiente auditivo se sinta acolhido no meio escolar, social e profissional. Sendo assim, o Estado deve garantir que seus direitos - que já são garantidos por lei - sejam cumpridos, trabalhando em parceria com o Ministério da Educação deve promover inicialmente a aproximação dos surdos com as pessoas sem deficiência, através da adesão de profissionais capacitados em LIBRAS que estimularão à busca dos surdos por instituições escolares. Por fim , poderá discutir-se a implantação de aulas de LIBRAS na grade curricular, facilitando a comunicação precocemente entre os alunos, adaptando os infantes a nossa segunda língua, incluindo assim os surdos socialmente.