ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 30/08/2018

A Constituição Federal de 1988 assegura aos brasileiros os direitos sociais como educação de qualidade, que deve ser ofertadas de forma universal e integral. Entretanto, a prática contradiz a teoria, apesar dos avanços significativos, o país ainda se encontra com obstáculos na inclusão de pessoas surdas para sua formação educacional. Isso se deve, principalmente, não somente a falta de informação sobre o tema como também a incompetência das políticas públicas que versam a respeito do assunto.

Segundo o escritor Franz Krafta, a solidariedade é um dos maiores exemplos de respeito á dignidade humana. Diante disso, o que se percebe é que a falta de empatia com o outro e a fluidez nas relações sociais contribuem para instigar esse problema. Além disso, o preconceito em torno dos surdos  pela sociedade, ao considerar os portadores dessa deficiência como inferiores e inaptos a diversas atividades laborais e a negativa do reconhecimento.

Outrossim, convém ratificar que as atuais politicas voltadas para a inclusão do individuo surdo não são efetivas. Prova disso é a falta de política publica específica para o acompanhamento desses indivíduos nas escolas. Ademais, muitas instituições de ensino não possuem profissionais capacitados para a inclusão do surdo, uma vez se utilizam de práticas pedagógicas que não contemplam as potencialidades da pessoa surda, proporcionando assim, a exclusão dos mesmos.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de um mundo melhor. O governo federal deve investir na capacitação de profissionais na área da educação, promovendo a inclusão dos surdos. Logo, o Ministério da educação deve instituir, nas escolas, conferencias, que discutam a pluralidade a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos. Assim, a educação e a dignidade, direitos assegurados pela Constituição federal, serão usufruídos, pelos surdos, na prática.