ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 31/07/2018
Segundo os Direitos Sociais, assegurados pela Constituição Federal, todo indivíduo tem garantido o acesso à educação, saúde, segurança, entre outros. Entretanto, o Brasil foi convidado a debater e solucionar um impasse diretamente relacionado a esses direitos: a formação educacional dos surdos. Os desafios para garanti-la ocorrem não só pela falta de infraestrutura e profissionais nas instituições de ensino, mas também pelo preconceito com deficientes, enraizado na sociedade brasileira.
Convém ressaltar, a princípio, que a escassez de profissionais com capacitação em libras corrobora para a persistência desse empecilho. De acordo com a Lei nº13.416 – Art.28, é dever do poder público desenvolver e incentivar a educação bilíngue, tendo libras como primeira língua, nas escolas inclusivas. No entanto, nem sempre essa é a realidade e, diante disso, as instituições de ensino raramente possuem infraestrutura para suprir essa necessidade e atender deficientes auditivos, o que ratifica a dificuldade em inseri-los na classe discente.
Ademais, o preconceito com surdos também é um grande impasse para a permanência desses nas escolas. Na história antiga, os deficientes eram discriminados e muitas vezes condenados a morte, o que refletiu em um atraso na inserção desses nas diversas áreas da sociedade. Como consequência disso, a primeira escola para meninos surdos foi implantada no Brasil somente no Segundo Reinado. Séculos depois, devido a erradas concepções nos valores da sociedade, como a valorização de padrões específicos, muitos jovens ainda sentem receio em frequentar uma instituição de ensino, temendo sofrer algum tipo de preconceito.
Percebe-se, portanto, que medidas são imprescindivelmente necessárias para combater esse impasse. As instituições de ensino podem requerer do poder público que este direcione investimentos a elas, a fim de suprir as necessidades de infraestrutura e profissionais, para garantir a inclusão e permanência dos deficientes auditivos como educandos. Além disso, cabe ao governo, na figura de Ministério da Educação (MS), criar projetos e palestras com objetivo de demonstrar o cotidiano dos surdos e transformar os preconceitos ainda enraizados na comunidade escolar em respeito e solidariedade com o outro.