ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 10/08/2018
Brasil Bilíngue
Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem só sai de sua menoridade quando é capaz de tomar suas decisões por si mesmo. Ocorre que no mundo moderno o exercício pleno da autonomia e da própria cidadania plena, exige certo grau de instrução formal, principalmente de capacidade de comunicação. Por essas razões não é mais aceitável que deficientes auditivos tenham seu acesso a educação restringido, só no Brasil são cerca dez milhões de surdos.
Infelizmente, grande parte dos professores não foi preparada para lecionar a esse contingente, já que que a base curricular dos cursos de licenciatura possui no máximo dois períodos com o estudo de Libras. Ademais não é de praxe a presença de matérias que tratem em específico como receber, integrar e desenvolver alunos com deficiência em sala de aula.
De acordo com as teorias pedagógicas, como as de Paulo Freire, o processo de aprendizagem ocorre da interação entre o aluno, seus colegas de classe e professor. Dessa forma o estudante vai construindo seu conhecimento. No caso dos surdos existe uma barreira linguística a ser superada, uma vez que o Português é sua segunda língua, depois de Libras. Assim sendo devido à falta de adaptação e integração dos alunos surdos a escolas tradicionais, há grande evasão e atraso escolar nesse grupo.
Para mudar essa realidade será necessário criar verdadeiras escolas púbicas bilíngues, em que alunos surdos e não surdos consigam ter uma dinâmica social que enriquecerá a formação cidadã dos dois lados. Ademais é necessário que as universidades revejam a grade curricular dos cursos de formação de professores. Pois com a inclusão de matérias relacionadas à gestão do aprendizado em salas inclusivas, os professores estarão mais preparados para conduzir aulas dinâmicas e produtivas, em duas línguas.