ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/08/2018
Ainda no período do Brasil Império, houve a criação da primeira escola de educação de meninos surdos, que, mais tarde, transformou-se no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Décadas depois, mesmo com a flexibilidade e fluidez nas relações em geral, - fenômeno caracterizado como “modernidade líquida”, explicado pelo sociólogo polonês Zygmout Baulman - persiste a dificuldade na inserção total dos deficientes auditivos no mercado de trabalho e até nas escolas.
Dados do Inep comprovam que - mesmo a educação sendo direito de todo e qualquer indivíduo e sendo esse direito resguardado pela Declaração dos Direitos Humanos - o sistema educacional brasileiro encontra barreiras para assegurar e garantir a permanência de deficientes nas instituições de ensino. Tal barreira deve-se ao fato da falta de conhecimento de como tratá-los e comunicar-se por língua de sinais (libras).
No âmbito do trabalho, o pré-julgamento de deficientes como incapazes e, portanto, impróprios para certos cargos, resulta numa marginalização do indivíduo que, embora possua plena capacitação, muitas vezes, não é contratado. Essa visão negativa, e até pejorativa, pode estar intrinsecamente ligada aos padrões da sociedade que busca sempre o perfeito dentro de sua própria concepção e por consequência gera sua aversão ao diferente.
Assim, para superar essa visão, faz-se necessário o combate ao preconceito, com iniciativa governamental e até de ONGs, palestras e campanhas publicitárias tratando do assunto e sendo amplamente divulgados nos veículos midíacos. Esse combate deve, também, ter seu engajamento na base da formação da criança, tanto em ambiente familiar quanto escolar, com brincadeiras e jogos que estimulem, além do respeito, a inclusão social. Tais medidas, junto com o cumprimento das leis já existentes, amenizariam os obstáculos enfrentados por portadores de deficiência.