ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/08/2018
No Período que vai de 4000 a.C. até 576 d.C., conhecido como Idade Antiga, existiram civilizações com culturas muito diversas. Porém havia um hábito comum entre elas: a hostilidade contra pessoas que possuíam algum tipo de deficiência, pela crença de que não eram “úteis” à sociedade. Ao contrário do que esses povos acreditavam, os deficientes possuem tanta importância social quanto as pessoas consideradas “normais” e devem ser tratados com dignidade em qualquer contexto.
Entre as pessoas com necessidades especiais, os deficientes auditivos representam um grupo que enfrenta um empecilho que pode inviabilizar sua aprendizagem: a dificuldade de comunicação, devido à falta de intérpretes nas escolas. Segundo o filósofo ateniense Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade.” Essa frase demonstra a urgente necessidade da criação de mecanismos que possibilitem a inclusão e a formação dos surdos.
Além da precariedade no acesso ao ensino, os deficientes auditivos também lidam diariamente com o preconceito, o que reflete uma característica segregacionista da sociedade em geral. Tais manifestações de discriminação ferem o Artigo 5° da Constituição Brasileira, que define que “Todos são iguais perante a lei”, e portanto, devem ser coibidas com o objetivo de garantir a integridade de todos os cidadãos, segundo a lei.
É preciso, portanto, que medidas sejam tomadas com o fito de assegurar a inclusão social dos surdos. Inicialmente, é imprescindível que o Ministério da Educação coloque intérpretes nas escolas e insira na matriz curricular o curricular o ensino da Libras , de modo que seja possível a comunicação dos deficientes auditivos e a formação de cidadãos bilíngues, o que resulta em uma sociedade inclusiva. Ademais, as organizações do terceiro setor, em parceria com a mídia, devem criar campanhas que visem à aceitação das diferenças e mitigação de preconceitos, valorizando a diversidade no Brasil.