ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 31/08/2018

‘‘O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. A frase do filósofo Immanuel Kant retrata a relevância da educação para a formação do indivíduo. Contudo, no Brasil, há uma ineficácia na inclusão do deficiente no âmbito educacional. Tal problemática é ocasionada por vários fatores, dentre eles, o preconceito e a morosidade do poder público.

É indubitável que a falta de inclusão de deficientes auditivos está entre as principais causas do problema. Segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Essa frase remete a visão da população para com o deficiente físico, influenciando, assim, o seu desenvolvimento intelectual, social, sensorial e suas habilidades físicas.

Ademais, o deficiente auditivo tem direito a educação ao longo de toda sua vida. Entretanto, apesar da Lei nº 10.436 sancionar que a língua brasileira de sinais foi reconhecida como a segunda língua oficial do país, há muito o que fazer para que haja uma educação de qualidade para essa parcela populacional. Tendo em vista o descaso do governo na ampliação de escolas adaptadas e na carência de professores restritos a essa área.

Urge, portanto, que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, amplie o número de instituições educacionais adaptadas a população com deficiência auditiva, por meio da formação de professores em libras, a fim de assegurar educação para essas pessoas. Cabe, ainda, à Mídia, promover propagandas e debates sobre a inclusão dessas na sociedade, podendo, assim, mitigar os casos de preconceito no país.