ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Segundo o filósofo alemão Hans Jonas: “se o homem pode prever as consequências de seu comportamento, deveria corrigi-lo antes de qualquer prejuízo”. Nessa perspectiva, é válido refletir acerca dos desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Sendo assim, a precária inserção da LIBRAS (língua brasileira de sinais) nas escolas, junto com a falta de esclarecimento contribuem para a problemática.
De início convém analisar a precária inserção da LIBRAS nas escolas, pois segundo dados informados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), cerca de 20% de pessoas surdas se matriculam nas redes de ensino públicas. Nesse contexto, pode-se inferir que a pouca incorporação da língua de sinais está conectada com o baixo índice de surdos matriculados. Por isso, o ensino brasileiro, ainda exclusivo, poderia reduzir esse índice.
Além disso, mas não menos importante, a falta de esclarecimento sobre o tema da surdez contribui para a pouca informação acerca das pessoas com deficiência auditiva. Nessa lógica, assim como afirma Kant: “o esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade". Dessa maneira, o homem com auxílio de mais conhecimento poderá modificar, paulatinamente, a situação do surdo e melhorar a qualidade de sua formação educacional.
Portanto, para atenuar os desafios para a formação de surdos no Brasil é necessária uma parceria do Estado junto as empresas privadas para analisar e reverter esse cenário. Isso pode ser feito por meio de financiamento de escolas inclusivas para deficientes auditivos, as quais podem abarcar um ensino bilingue. Ademais, cabe a sociedade civil a divulgação de campanhas pró inclusão de surdos, as quais podem ser feitas em parceria com as prefeituras municipais. O efeito, a longo prazo, será a minimização dos desafios e a proximidade do homem de sua maioridade.