ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/09/2018
Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, nota-se a grande falta de investimentos, profissionais capacitados, falta de materiais, como também a falta do conhecimento das pessoas sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) que de fato dificulta a formação educacional de surdos no Brasil.
É evidente que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Entretanto, consta na Constituição Federal que é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade á pessoa com deficiência. No entanto, esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, pois nota-se que na maioria das escolas não há inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e não há profissionais capacitados atuando para suprir as necessidades dos surdos.
Outrossim, a falta de investimentos com materiais de apoio tanto para os surdos quanto para os intérpretes é um dos obstáculos que mais faz o número de surdos matriculados nas escolas decaírem. Como citado pelo Inep, em que no ano de 2016 o número de surdos matriculados na educação básica era de aproximadamente 20 mil, número bem abaixo comparado ao ano de 2011 que era de aproximadamente 25 mil surdos matriculados, isso mostra a decadência da educação voltada para os surdos no Brasil.
Logo, é evidente que o Ministério da Educação deve investir mais nas escolas, fornecendo intérpretes capacitados, materiais didáticos para que os surdos venham ter uma melhor dinâmica nas aulas e os intérpretes venham ter maior facilidade de ensinar. Além disso, toda á sociedade deve se mobilizar e buscar aprender a língua de sinais para que os surdos venham cada vez mais se socializar, para que possam estudar e aprender mais tendo o apoio de toda população.