ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 02/10/2018
Segundo o filósofo Aristóteles, os desiguais devem ser tratados na medida de sua desigualdade, ou seja, os desafios enfrentados pelos surdos contrariam a ideia do pensador. Nesse sentido, dois aspectos são relevantes: o desrespeito às leis e a falta de investimento público.
De acordo com a Constituição Federal, a formação educacional aos deficientes auditivos é assegurada. Porém, ela não se encontra plenamente desenvolvida e acessível, já que, ainda existem dificuldades, como o preconceito e a falta de classes especializadas. Logo, os surdos se sentem excluídos e muitas vezes se distanciam do ensino educacional, assim, a Carta Magna e Aristóteles são desrespeitados, porque a minoria não é tratada da maneira correta.
Além disso, a falta de infraestrutura nas escolas e universidades é uma grande problemática. Em 1857, Dom Pedro II criou a primeira escola de educação de meninos surdos, essa foi a primeira etapa de inclusão social. Contudo, os investimentos deveriam ser constantes, até o ensino ser universalizado. Mas também, a ausência de conhecimento da instituição escolar e da população sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é um desafio aos alunos deficientes.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver o impasse. Dessa forma, o Estado sob uma perspectiva democrática, deve oferecer a cada cidadão o que lhe é devido, proporcionando a equidade com o objetivo de tornar a sociedade mais igualitária, pois, o maior direcionamento de verbas para construção de classes especializadas, diminuiria os desafios enfrentados pelos surdos. Ademais, o MEC (Ministério da Educação), precisa inserir como requisito básico de contratação de qualquer cargo escolar o domínio da LIBRAS. Quem sabe, assim, o pensamento de Aristóteles deixe de ser uma utopia, e as diferenças diminuam.