ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 01/10/2018
Promulgada em 1789, a Revolução Francesa embasou-se nos preceitos iluministas de isonomia e universalização da igualdade civil. Hodiernamente, no Brasil, encontra-se grandes desafios para assegurar uma educação de qualidade para os surdos, não lhes sendo assegurados os ideais iluministas que visam promover uma sociedade igualitária, seja pela falta de estrutura escolar, seja pela falta de adesão ao mercado de trabalho.
É indubitável que não há uma boa estruturação escolar, fato este que ocorre devido a falta de profissionais especializados no ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Por não conseguirem acesso aos meios de ensino, os surdos ficam desmotivados a frequentarem o ambiente escolar, o que leva ao decréscimo das matrículas desses alunos. Tal assunto não é amplamente discutido, pois a grande maioria da população não necessita de tais intervenções e, por isso, não promovem mudanças para tal quadro.
Outrossim, constata-se, segundo o sociólogo Émile Durkheim, que este fenômeno social é dotado de exterioridade e coercitividade, na medida em que a própria sociedade não acolhe esta minoria de forma pragmática. A falta de adesão ao mercado de trabalho não promove incentivos para que os surdos frequentem o âmbito escolar, dificultando, ainda mais, sua qualificação acadêmica.
Destarte, nota-se como dever da comunidade escolar em conjunto com a família, a promoção da educação no viés educacional através de campanhas de inclusão social e da difusão do ensino de Libras, ajudando, assim, na promoção da inserção social dos estudantes surdos e reduzindo suas dificuldades de formação. Ademais, é de responsabilidade do governo promover o acesso ao mercado de trabalho por meio da integração laboral, podendo realizar acordos de redução tributária para as empresas que assegurarem os ideais iluministas de forma sensata, fazendo com que tal revés seja atenuado.