ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/10/2018

Sob a perspectiva do sociólogo brasileiro Betinho, o desenvolvimento humano só existirá se a sociedade afirmar cinco pontos fundamentais:igualdade,diversidade,participação,solidariedade e liberdade. Entretanto, percebe-se que,no Brasil,os deficientes auditivos não se encaixam nos fundamentos estabelecidos por ele, uma vez que são notórios os desafios pela busca de igualdade educacionais enfrentadas pelos surdos.Nessa sentido, torna-se importante ressaltar dois principais fatos:o preconceito enraizado e a falta de investimentos estatais.

Mormente ,o preconceito enraizado na sociedade é um dos principais embates enfrentando pelos surdos. Segundo Albert Einstein, cientista contemporâneo, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. De maneira análoga, é notório que a incapacidade associada hodiernamente aos deficientes dificulta o acesso desses grupos ao mercado de trabalho, refletindo, assim ,nas estatísticas divulgadas recentemente.Isso pode ser ilustrado por meio do Estado de Alagoas,que segundo censo de 2010 do IBGE, no qual de 180 mil surtos ,apenas 1 % estão no mercado de trabalho regular .

Além disso,nota-se,ainda, que a falta de investimentos estatais em escolas especializadas favorece os altos índices de evasão escolar dos surdos . Haja vista que são poucos os recursos destinados pelo estado à construção de escolas especializadas ,bem como à capacitação de profissionais para atenderem às necessidades especiais desses alunos, dessa maneira, tal negligência acaba  oportunizando  uma menor quantidades de matriculados.como observado nos dados do INEP ,em que de 2011 a 2016 ,houve uma queda de 23% de estudantes surdos.

Portanto,para que os desafios educacionais com surdos sejam minimizados,é necessário que Ongs promovam, através da mídia ,campanhas socioeducativas acerca da importância do deficiente auditivo para a sociedade,mostrando a capacidade cognitiva e intelectual do surdo,com a finalidade de alcançar uma equidade de tratamento.Outrossim, que o Ministério da Educação junto com o Poder Judiciário invistam em escolas, de modo que tenham profissionais especializados para atender esse público, como psicopedagogos, fonoaudiólogos e professores formados em libras, para que, assim, eles possam ter um sistema educacional digno,pois como diz Immanuel kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele.”